Quando o bullying pega

Por Fernando Grostein Andrade

Um bate papo com meu querido amigo Junior Lima falando sobre as coisas que precisam ser ditas.

Eu amo qualquer audiovisual que consegue jogar luz em assuntos difíceis. Vários meses atrás assisti a série “13 Reasons Why” numa tacada só, fiquei totalmente sem chão refletindo sobre o trauma do bullying na vida de uma pessoa. Ou como às vezes uma somatória de pequenas crueldades podem machucar profundamente alguém até destruir. Com isso na cabeça, senti uma angústia que só poderia resolver se filmasse algo sobre isso.

Tenho um amigo de longa data que gosto muito, Júnior Lima, que o Brasil viu crescer na dupla Sandy & Junior. Um dia estávamos conversando sobre o primeiro vídeo que fiz para a Internet “Cê já se sentiu um ET?” e lembramos uma coisa curiosa. Junior passou um longo tempo sendo zoado por ser gay, mas sem ser gay. Que coisa louca! Foi aí que me caiu a ficha para fazer este episódio, falando um pouco sobre bullying e para mostrar que a LGBTfobia agride até quem não é gay.

Recentemente ele fez uma propaganda brincando com a ideia e achei ousado por parte de todos, da marca, da agência e em especial, a ousadia dele (aliás, quem se acovardou e disse que propaganda não pode tocar em tabus?). Estava na hora de falar sobre o assunto e investigar um pouco os efeitos disso na vida das pessoas, não só quando a coisa é fatalmente trágica como na personagem da série que mencionei, mas em planos menores e igualmente chatos. Quando a coisa é aquela peça que machuca, agride e vai minando. Falamos sobre depressão, síndrome do pânico e criação de filhos. Sim, meu amigo querido vai ser pai e tem uma visão bastante legal sobre como criar seus filhos. Agradeço a confiança em gravar esse papo tão legal.